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| Esta manchete é velha, mas já se confirmou. Barcas S/A faz "negócio da china" com Cabral e povo subsidia péssimos serviços que só o prejudicam |
Light, Flumitrens, Conerj, banerj, Telerj, Metrô, Cerj, CEG, Coderte etc. Todas estas empresas foram vendidas (ou dadas quase de graça) ou se tornaram alvos de processos licitatórios suspeitos para repassar serviços públicos à iniciativa privada.
Um estudo realizado pelo CREA/RJ apontou que "no Estado do Rio, há situações escandalosas, apontadas nos relatórios de auditorias independentes, que nos permite afirmar que em todas as privatizações houve negociatas: a subestimação dos valores de venda, a paralisação de serviços, o descumprimento de decisão do TCE - Tribunal de Contas do Estado, o uso da "moedas podres", desrespeito à Constituição Estadual, a formação de monopólios privados, a concessão de vantagens aos compradores não previstas nos editais de licitação, entre outras. E, na maioria dos casos, a população sentiu a queda da qualidade dos serviços prestados, sem falar nos aumentos de tarifas e preços para o consumidor. Muitas são as irregularidades detectadas, mas a maior delas é a própria privatização de serviços e empresas estratégicas para a promoção do desenvolvimento nacional em bases sustentáveis e que reduza a pobrezas e elimine a exclusão social." Ou seja, nada muito diferente do que aconteceu nos processos de privatizações Brasil afora, capitaneado por Serra e seus aliados no governo do PSDB, o que bem trata o livro de Amaury Ribeiro Jr, "Privataria Tucana".
Governos sucederam Alencar e o problema só tem se acentuado.
Metrô, Light, Oi-Telemar, Supervia e Barcas S/A apresentam serviço de baixa qualidade, geralmente, danoso ao cliente.
O governo de Sérgio Cabral tem se mostrado demasiadamente leniente com os problemas apresentados pelas concessionárias e, em vez de puni-las, dá uma "mãozinha" com a elevação exorbitante dos preços das tarifas.
O secretário de transportes do estado, Júlio Lopes, chegou a justificar o aumento de 60% da tarifa da travessia de barcas Rio/Niterói como essencial para equilibrar as finanças da concessionária Barcas S/A, como uma forma de evitar a piora ou a interrupção dos serviços...
Há o que piorar?
O Estado agracia com aumento abusivo a quem deveria multar e cassar a concessão por incapacidade técnica de execução.
Cabral e Júlio Lopes repassam ao cidadão os custos para recuperação financeira de uma empresa, provocada, justamente, pela péssima administração do consórcio que administra um serviço que tem piorado e muito o atendimento ao público.
Há o que piorar?
O Estado agracia com aumento abusivo a quem deveria multar e cassar a concessão por incapacidade técnica de execução.
Cabral e Júlio Lopes repassam ao cidadão os custos para recuperação financeira de uma empresa, provocada, justamente, pela péssima administração do consórcio que administra um serviço que tem piorado e muito o atendimento ao público.
Cabral, que foi senador tucano, parece estar recaindo as práticas lesivas ao patrimônio público e bondosas a iniciativa privada.
Serviços públicos concedidos pioraram, consórcios ganharam reajustes muito acima da inflação e o povo paga a conta, perfeito receituário neoliberal.
Nada justifica um aumento de 60% no preço das passagens, se a administração do serviço é deficitário, como alegam os responsáveis pelo transporte de passageiros de barcas, que devolvam a concessão e o Estado apure as responsabilidades e aplique as sanções que couberem, além de providenciarem um serviço da melhor maneira possível e com preços acessíveis para a sociedade.
Não há meio termo.
Nem tem que haver enrolação.


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